Convocações envolvem dirigentes que estiveram à frente do INSS entre 2015 e 2025; depoimentos marcam avanço nas investigações
Nesta terça-feira, 26 de agosto de 2025, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a convocação de dez ex-presidentes do órgão. A medida integra um amplo plano de trabalho que também contempla ex-ministros da Previdência e pretende investigar supostos esquemas de fraudes em benefícios desde 2015.
A lista inclui dirigentes que lideraram o INSS durante os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, entre eles Alessandro Stefanutto, afastado após a operação da Polícia Federal revelar desvios em aposentadorias e pensões.
Também foram convocados Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS” e apontado como facilitador do esquema através de empresas intermediárias, além do empresário Maurício Camisotti, identificado como beneficiário das fraudes.
A CPMI aprovou o plano de trabalho em conjunto entre governo e oposição, que delimita as investigações aos fatos ocorridos a partir de 2015 — período que abrange os últimos quatro governos —, e elegeu o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) como vice-presidente do colegiado.
A programação prevê que o primeiro depoimento seja do delegado da Polícia Federal Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, responsável pelas investigações em curso. A CPI terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, sendo que o relatório final está previsto para março de 2026.
Com as convocações aprovadas, a CPMI do INSS avança para a fase de oitivas, onde espera-se obter depoimentos que esclareçam as responsabilidades sobre as fraudes estimadas em bilhões. O foco da comissão está em aumentar a transparência, identificar falhas nas gestões passadas e propor medidas corretivas para a segurança dos benefícios previdenciários.
