De iPhones dobráveis a agentes autônomos, passando pelo Android 17 e chips de 2 nanômetros — o mundo tech vive uma das suas maiores viradas de era
Se havia alguma dúvida sobre o papel central da inteligência artificial no cotidiano, 2026 veio para dissipá-la de vez. Não se trata mais de um recurso extra escondido no menu de configurações: a IA está no coração dos novos smartphones, sistemas operacionais, aplicativos e até dos chips que fazem tudo funcionar. O ano promete ser um divisor de águas — e as grandes empresas já mostraram suas cartas.
O ano dos dobráveis
Um dos capítulos mais aguardados da tecnologia em 2026 é a entrada da Apple no mercado de smartphones dobráveis. A Apple consolidou um acordo com a Samsung para o fornecimento de displays OLED dobráveis, com produção inicial prevista para este ano. Os painéis incorporam a tecnologia “Color Filter on Encapsulation” (CoE), que elimina polarizadores convencionais para entregar um painel mais fino e leve — características cruciais para um dispositivo dobrável. Mix Vale
O chamado iPhone Fold, aguardado para setembro, representa a entrada tardia, porém estratégica, da Apple em um segmento já explorado por rivais. O aparelho deve ter tela interna de cerca de 7,8 polegadas e uma externa menor, além do chip A20 Pro, com a promessa de uma dobra pouco perceptível. Fast Company Brasil
A Samsung não fica atrás. O Galaxy S26 Ultra chega com design mais fino, câmera principal de 200 MP com abertura f/1.4 — captando 47% mais luz que a geração anterior —, chip Snapdragon 8 Elite Gen 5 e um recurso inédito: a Tela de Privacidade, que impede pessoas ao lado de verem o conteúdo exibido. TechTudo
A guerra dos chips de 2 nanômetros
Por trás de toda essa inovação há uma revolução silenciosa no silício. A TSMC já iniciou a produção do processo de 2 nm (N2), e tudo indica que a Apple será o primeiro grande cliente a explorá-lo em escala. Na prática, isso significa ganhos substanciais em eficiência energética e a possibilidade de rodar modelos de IA diretamente no dispositivo, sem depender da nuvem. PÚBLICO
O Google também aposta alto nessa corrida. A empresa deve abandonar a dependência do chip Exynos da Samsung e apresentar o Tensor G6 totalmente desenvolvido internamente e fabricado pela TSMC, com o objetivo de resolver as limitações térmicas e de eficiência que vêm restringindo a linha Pixel. PÚBLICO
Android 17 e o Google I/O 2026
O maior evento de tecnologia do calendário Google está chegando carregado de novidades. O grande destaque do Google I/O 2026 será o Android 17, que traz o conceito de IA Agencial: em vez de comandos isolados, o sistema passa a operar com agentes inteligentes capazes de executar tarefas completas, antecipar ações e automatizar fluxos do usuário — interagindo com aplicativos de forma autônoma e reduzindo a necessidade de intervenções manuais. SempreUpdate
O Google Gemini será peça central nessa transformação, integrando serviços como Google Fotos, Workspace e YouTube com um assistente cada vez mais contextual e proativo. SempreUpdate
Explosão de aplicativos impulsionada pela IA
A inteligência artificial não está apenas transformando dispositivos — ela está acelerando a criação de software. Segundo a plataforma Appfigures, o lançamento de novos aplicativos registrou crescimento de 60% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior. Em abril, esse crescimento chegou a 104% nas lojas da Apple e Google juntas. TugaTech
E no Brasil?
O consumidor brasileiro também sente os efeitos dessa revolução — mas no bolso. Em abril de 2026, o iPhone 16 128 GB é encontrado por R$ 5.000 a R$ 5.700, contra os R$ 7.299 do lançamento. O Galaxy S25 Ultra, com promoções, pode ser encontrado abaixo de R$ 5.500, e o Motorola Edge 60 Pro desvalorizou 36% desde seu lançamento, chegando a menos de R$ 2.750. Digital Comum
Para quem busca custo-benefício, a Apple Intelligence em português está disponível desde o iOS 18.4, e a versão 18.6 já entrega resumo de notificações, reescrita de textos e uma Siri mais competente no idioma. Digital Comum
O recado do mercado é claro: em 2026, quem dita o ritmo da inovação não é mais apenas o hardware — é a inteligência que vive dentro dele.
Fontes: Fast Company Brasil, TechTudo, SempreUpdate, Público, MixVale




