Presidente destaca soberania nacional durante reunião ministerial e denuncia genocídio em Gaza; faz duras críticas a Trump e reafirma independência do Brasil
Na manhã desta terça-feira (26 de agosto de 2025), durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou com veemência a guerra em Gaza, denunciando-a como um possível genocídio. Ele também rebateu o governo dos Estados Unidos, afirmando que o Brasil não aceitará ser tratado como país subalterno.
A reunião começou com um forte posicionamento de Lula em defesa da soberania brasileira. Em sua fala, ele afirmou que o Brasil está “disposto a sentar na mesa em igualdade de condições”, mas que “não estamos dispostos a sermos tratados como se fôssemos subalternos”.
Durante o encontro com ministros, o presidente classificou as operações militares de Israel na Faixa de Gaza como um “genocídio”, denunciando a escalada da violência e a morte diária de civis — especialmente crianças — e criticou a falta de ação efetiva da comunidade internacional para conter o conflito.
O tom confrontativo seguiu ao mencionar diretamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticando suas ações como ameaças e metáforas de domínio global. Lula ironizou a ideia de imperador do planeta e reforçou que o país não permitirá que decisões externas imponham tutelas à soberania nacional. Ele ainda cobrou mobilização dos ministros para que abordem a temática da soberania em suas falas públicas.
Com postura firme e retórica assertiva, o pronunciamento de Lula realça a prioridade conferida à defesa da autonomia do país em temas internacionais, além de posicionar o Brasil como ator ativo no debate global sobre guerra, direitos humanos e justiça. Nos próximos dias, o governo deve intensificar a comunicação dessa nova fase, marcada pela reafirmação da marca “Governo do Brasil do Lado do Povo Brasileiro” e pela postura independente diante de pressões externas.
