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Foto: Frame Entre Cordas e Ih Voei
Foto: Frame Entre Cordas e Ih Voei

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) havia solicitado à prefeitura de Limeira, em São Paulo, o bloqueio do acesso à Ponte do Esqueleto, onde ocorreu um trágico acidente que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O incidente aconteceu durante uma atividade de rope jump, quando a jovem foi arremessada de uma altura aproximada de 40 metros, sem estar presa a uma corda de segurança.

A Ponte do Esqueleto, uma estrutura inacabada da antiga Rede Ferroviária Federal, tem sido utilizada para práticas de esportes radicais, apesar de sua condição de desativada. A prefeitura de Limeira já havia alertado sobre a necessidade de medidas de segurança e responsabilizou o governo federal pela falta de ação.

Após o acidente, que ocorreu no último sábado, a administração municipal anunciou que pretende processar o governo federal por omissão, afirmando que desde 2025 vinha cobrando providências para garantir a segurança no local. A nota da prefeitura destaca que a responsabilidade pela fiscalização e manutenção da ponte é do governo federal.

A SPU, por sua vez, enfatizou a necessidade de uma ação conjunta entre os diferentes níveis de governo para evitar o acesso à ponte e coibir atividades ilegais. O advogado Arthur Rollo, especialista em defesa do consumidor, ressaltou que a responsabilidade pela segurança no local é compartilhada entre a União e a prefeitura, e que a falta de fiscalização pode levar a tragédias semelhantes.

Após a morte de Maria Eduarda, a Polícia Militar prendeu três homens em flagrante, acusados de homicídio com dolo eventual. O caso levanta preocupações sobre a regulamentação de atividades de aventura e a segurança dos praticantes.